Primeiramente, eu sei que meu livejournal está há muito desatualizado e logo explico: só estou postando aqui por falta de tempo de fazer um novo onde eu possa desabafar sobre esse meu mundinho nada interessante a vocês. Falar sobre o tempo nojento, a mentalidade besta do povo, colocar as redações de sucesso... Qualquer coisa. Falta a internet, eu sei, mas nada que eu nao possa organizar sem ela e passar a vocês no final de semana.
Só vim aqui hoje por alguns motivo básico: a dificuldade de encontrar todos online, para poupar o pouco tempo que vou pagar para ficar com vocês falando de outras coisas e porque eu sinto necessidade de escrever sobre isso. Minha cabeça tem pensado no assunto o dia todo e eu preciso anotar alguns desses pensamentos. Antes de qualquer coisa, a conversa.
- Ci, quero falar uma coisa contigo.
- Ih, fala.
- Eu espero tu acabar a mensagem.
- Nossa, o que é tão importante que nao pode dividir a atenção com o meu celular? Tá me deixando nervosa...
- Não é isso. - Risada histérica.
Nota do `autor`: essa é uma reaçãO desencadeada pelo nervosismo que me deixa muito, muito constrangida.
- Fala logo...
- Lembra da brincadeira que eu fiz domingo?
- ...
- Sobre desencalhar com o Rafa.
- ... ;O
- ...Não era de todo brincadeira.
- TU FICOU COM ELE NA FESTA? ;OOOOOOOOOO
- NÃO O.O Claro que não! Mas eu sou afim dele...
- Baseado em que?
- Ele é um cara legal, que me chama a atenção...
- Pff, tu nem conhece ele.
- A gente se fala há algum tempo.
- Como?
- Internet, Cindia. Enfim que eu gostaria de saber o que você acharia de nós sairmos juntos... Porque eu realmente gostaria, sabe, mas eu meio que preciso da tua permissão, saber o que tu pensa disso...
- Pra estarem no ponto de me pedir permissão acho que o negócio já tá meio adiantado demais..
- Não é isso, Ci, faz tempo que eu quero te falar sobre isso e não sei como.
- Honestamente? Eu não ia gostar nem aprovar, mas tu faz o que quiser da tua vida.
- Por que não?
- Ele é um irmão pra mim, ele e todos os guris. Eles conversam comigo como se eu fosse homem e só eu sei o que eles falam de mulher, Cristiane. O Rafael principalmente... eles são doentes e muito malandros! Pra eles toda mulher é puta, vagabunda... Eu não quero que tu caia na boca desses guris.
- Tu acha que eu me importo com o que eles vão falar?
- É tu que sabe se tu quer se prejudicar...
- ...?
- E o Rafael é muito machista. E tu não tem noção de tudo que ele fez pra Fernanda.
- ...Como o que?
- Ciumento demais, possessivo.
- Ah.
- Ele não é o que tu tá procurando.
- Eu não tô procurando, eu só queria viver um pouco...
- Você pode viver com guri da tua idade e que eu não conheça. Aliás, seria muita sacanagem do Rafael...
Toca o telefone. Mamãe. Eu digo que falo depois sobre a conversa e a Cindia pega o telefone pra dizer que ela é louca em me dar apoio, que estamos conspirando contra ela. Detalhe que eu falei sobre isso com a minha mãe por telefone para pedir se comentava com a Ci ou não, naquele mesmo dia.
Não se toca mais no assunto, ela não fala mais comigo. Antes de dormir, eu vou na cama dela abraçá-la. `Não quero falar sobre isso`.
- Também não precisa ficar assim, eu to te contando uma coisa, te pedindo opinião e eu respeito muito o que tu disse. Pode ficar tranquila, que eu vou esquecer essa história. e por favor me diz que tu não vai ficar brava com o Rafa porque não tem nada a ver isso...
- Eu nem vou falar com ele?
- COMOASSIM?
- Eu nem vejo mais ele.
- Mas tu não tá brava com ele, né?
- Não.
- Ok.
Meu celular toca. Ele me desejando `boa noite`. Meu coração na boca. O que dizer? Tranquilizei-o sobre a situação dele e disse que nao foi nada animadora a conversa. Apaguei em um sono triste.
Honestamente? Eu pensei claramente em pedir justificativas a ele, mas meu... Não é isso que eu quero dele, sabe? O que é meu desejo é conseguir fazer minha irmã aceitar isso. Porque sim, ele pode ser como for, agora eu já fiz a merda de deixar ele entrar na minha vida. Se alguém já leu o livro de The O.C., me permita dizer que [i]ele é meu Pucci[/i], minha válvula de escape para esse mundindo que eu vivo de casa-cursinho, cursinho-casa. Eu precisava de algo novo, de uma aventura que me fizesse sentir viva novamente. Eu simplesmente preciso sair mais, nem que seja até a outra quadra para assistir um jogo do Inter, nem que seja para ir ao cinema. Preciso de uma coisa diferente de tudo o que eu tive até hoje, de uma experiência nova. Eu sei que as chances de acabar em decepção pro meu lado são enormes - ele não vai achar graça por muito tempo em uma pirralha nerd e sem sal, cheia de manias e pudores, mas só pelo fato de ele ter se interessado por mim já é algo que faz bem à minha decadente auto-estima. Vejam bem, ele é um homem feito, um futuro médico, bonito e inteligente. Chovem enfermeiras e mulheres do ASMA (Agarre seu médico agora) em cima dele - e é em mim, a quietinha e tímida protegida da grande amiga dele, que ele tem se interessado. Não me peçam para medir o nível de interesse, eu não sou nem um pouco boa nisso.
E não, eu não me importo com o que ele venha a falar a meia dúzia de garotos que chama de amigos. Eu sei que não sou nada vagabunda e que não sou a menininha inocente a ser corrompida, como minha irmã provavelmente pensa. Para ela, sou altamente manipulável e um brinquedo eficiente nas mãos de alguém que saiba o que fazer... Mas eu não sou essa ingênua. E não me importa que dê certo, eu só não quero que a única coisa que eu possa falar disso no futuro é que me acovardei e deixei de viver uma história por conta disso.
O problema básico é não saber o que fazer para resolver a situação. O que falar pra ela e pra ele, sem que ele pense que estou definitivamente doida por ele, impondo a minha ordem e a minha maneira. Nunca posso deixar um homem de vinte e cinco anos achar que tem domínio sobre mim. Isso sim seria perigoso e irresponsável. Mas como ser sensata quando o seu pote de ouro está ali, a centímetros de sua mão e ao mesmo tempo tão inacessível? Não posso pedir para ele falar com a minha irmã - e correr o risco de abalar a amizade dos dois - e muito menos voltar atrás quando disse que não queria nada escondido. Que alternativa resta, alguém consegue ver a luz no fim desse túnel?
Só vim aqui hoje por alguns motivo básico: a dificuldade de encontrar todos online, para poupar o pouco tempo que vou pagar para ficar com vocês falando de outras coisas e porque eu sinto necessidade de escrever sobre isso. Minha cabeça tem pensado no assunto o dia todo e eu preciso anotar alguns desses pensamentos. Antes de qualquer coisa, a conversa.
- Ci, quero falar uma coisa contigo.
- Ih, fala.
- Eu espero tu acabar a mensagem.
- Nossa, o que é tão importante que nao pode dividir a atenção com o meu celular? Tá me deixando nervosa...
- Não é isso. - Risada histérica.
Nota do `autor`: essa é uma reaçãO desencadeada pelo nervosismo que me deixa muito, muito constrangida.
- Fala logo...
- Lembra da brincadeira que eu fiz domingo?
- ...
- Sobre desencalhar com o Rafa.
- ... ;O
- ...Não era de todo brincadeira.
- TU FICOU COM ELE NA FESTA? ;OOOOOOOOOO
- NÃO O.O Claro que não! Mas eu sou afim dele...
- Baseado em que?
- Ele é um cara legal, que me chama a atenção...
- Pff, tu nem conhece ele.
- A gente se fala há algum tempo.
- Como?
- Internet, Cindia. Enfim que eu gostaria de saber o que você acharia de nós sairmos juntos... Porque eu realmente gostaria, sabe, mas eu meio que preciso da tua permissão, saber o que tu pensa disso...
- Pra estarem no ponto de me pedir permissão acho que o negócio já tá meio adiantado demais..
- Não é isso, Ci, faz tempo que eu quero te falar sobre isso e não sei como.
- Honestamente? Eu não ia gostar nem aprovar, mas tu faz o que quiser da tua vida.
- Por que não?
- Ele é um irmão pra mim, ele e todos os guris. Eles conversam comigo como se eu fosse homem e só eu sei o que eles falam de mulher, Cristiane. O Rafael principalmente... eles são doentes e muito malandros! Pra eles toda mulher é puta, vagabunda... Eu não quero que tu caia na boca desses guris.
- Tu acha que eu me importo com o que eles vão falar?
- É tu que sabe se tu quer se prejudicar...
- ...?
- E o Rafael é muito machista. E tu não tem noção de tudo que ele fez pra Fernanda.
- ...Como o que?
- Ciumento demais, possessivo.
- Ah.
- Ele não é o que tu tá procurando.
- Eu não tô procurando, eu só queria viver um pouco...
- Você pode viver com guri da tua idade e que eu não conheça. Aliás, seria muita sacanagem do Rafael...
Toca o telefone. Mamãe. Eu digo que falo depois sobre a conversa e a Cindia pega o telefone pra dizer que ela é louca em me dar apoio, que estamos conspirando contra ela. Detalhe que eu falei sobre isso com a minha mãe por telefone para pedir se comentava com a Ci ou não, naquele mesmo dia.
Não se toca mais no assunto, ela não fala mais comigo. Antes de dormir, eu vou na cama dela abraçá-la. `Não quero falar sobre isso`.
- Também não precisa ficar assim, eu to te contando uma coisa, te pedindo opinião e eu respeito muito o que tu disse. Pode ficar tranquila, que eu vou esquecer essa história. e por favor me diz que tu não vai ficar brava com o Rafa porque não tem nada a ver isso...
- Eu nem vou falar com ele?
- COMOASSIM?
- Eu nem vejo mais ele.
- Mas tu não tá brava com ele, né?
- Não.
- Ok.
Meu celular toca. Ele me desejando `boa noite`. Meu coração na boca. O que dizer? Tranquilizei-o sobre a situação dele e disse que nao foi nada animadora a conversa. Apaguei em um sono triste.
Honestamente? Eu pensei claramente em pedir justificativas a ele, mas meu... Não é isso que eu quero dele, sabe? O que é meu desejo é conseguir fazer minha irmã aceitar isso. Porque sim, ele pode ser como for, agora eu já fiz a merda de deixar ele entrar na minha vida. Se alguém já leu o livro de The O.C., me permita dizer que [i]ele é meu Pucci[/i], minha válvula de escape para esse mundindo que eu vivo de casa-cursinho, cursinho-casa. Eu precisava de algo novo, de uma aventura que me fizesse sentir viva novamente. Eu simplesmente preciso sair mais, nem que seja até a outra quadra para assistir um jogo do Inter, nem que seja para ir ao cinema. Preciso de uma coisa diferente de tudo o que eu tive até hoje, de uma experiência nova. Eu sei que as chances de acabar em decepção pro meu lado são enormes - ele não vai achar graça por muito tempo em uma pirralha nerd e sem sal, cheia de manias e pudores, mas só pelo fato de ele ter se interessado por mim já é algo que faz bem à minha decadente auto-estima. Vejam bem, ele é um homem feito, um futuro médico, bonito e inteligente. Chovem enfermeiras e mulheres do ASMA (Agarre seu médico agora) em cima dele - e é em mim, a quietinha e tímida protegida da grande amiga dele, que ele tem se interessado. Não me peçam para medir o nível de interesse, eu não sou nem um pouco boa nisso.
E não, eu não me importo com o que ele venha a falar a meia dúzia de garotos que chama de amigos. Eu sei que não sou nada vagabunda e que não sou a menininha inocente a ser corrompida, como minha irmã provavelmente pensa. Para ela, sou altamente manipulável e um brinquedo eficiente nas mãos de alguém que saiba o que fazer... Mas eu não sou essa ingênua. E não me importa que dê certo, eu só não quero que a única coisa que eu possa falar disso no futuro é que me acovardei e deixei de viver uma história por conta disso.
O problema básico é não saber o que fazer para resolver a situação. O que falar pra ela e pra ele, sem que ele pense que estou definitivamente doida por ele, impondo a minha ordem e a minha maneira. Nunca posso deixar um homem de vinte e cinco anos achar que tem domínio sobre mim. Isso sim seria perigoso e irresponsável. Mas como ser sensata quando o seu pote de ouro está ali, a centímetros de sua mão e ao mesmo tempo tão inacessível? Não posso pedir para ele falar com a minha irmã - e correr o risco de abalar a amizade dos dois - e muito menos voltar atrás quando disse que não queria nada escondido. Que alternativa resta, alguém consegue ver a luz no fim desse túnel?
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