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super_crys
08 October 2009 @ 04:47 pm
Primeiramente, eu sei que meu livejournal está há muito desatualizado e logo explico: só estou postando aqui por falta de tempo de fazer um novo onde eu possa desabafar sobre esse meu mundinho nada interessante a vocês. Falar sobre o tempo nojento, a mentalidade besta do povo, colocar as redações de sucesso... Qualquer coisa. Falta a internet, eu sei, mas nada que eu nao possa organizar sem ela e passar a vocês no final de semana.

Só vim aqui hoje por alguns motivo básico: a dificuldade de encontrar todos online, para poupar o pouco tempo que vou pagar para ficar com vocês falando de outras coisas e porque eu sinto necessidade de escrever sobre isso. Minha cabeça tem pensado no assunto o dia todo e eu preciso anotar alguns desses pensamentos. Antes de qualquer coisa, a conversa.

- Ci, quero falar uma coisa contigo.
- Ih, fala.
- Eu espero tu acabar a mensagem.
- Nossa, o que é tão importante que nao pode dividir a atenção com o meu celular? Tá me deixando nervosa...
- Não é isso. - Risada histérica.
Nota do `autor`: essa é uma reaçãO desencadeada pelo nervosismo que me deixa muito, muito constrangida.
- Fala logo...
- Lembra da brincadeira que eu fiz domingo?
- ...
- Sobre desencalhar com o Rafa.
- ... ;O
- ...Não era de todo brincadeira.
- TU FICOU COM ELE NA FESTA? ;OOOOOOOOOO
- NÃO O.O Claro que não! Mas eu sou afim dele...
- Baseado em que?
- Ele é um cara legal, que me chama a atenção...
- Pff, tu nem conhece ele.
- A gente se fala há algum tempo.
- Como?
- Internet, Cindia. Enfim que eu gostaria de saber o que você acharia de nós sairmos juntos... Porque eu realmente gostaria, sabe, mas eu meio que preciso da tua permissão, saber o que tu pensa disso...
- Pra estarem no ponto de me pedir permissão acho que o negócio já tá meio adiantado demais..
- Não é isso, Ci, faz tempo que eu quero te falar sobre isso e não sei como.
- Honestamente? Eu não ia gostar nem aprovar, mas tu faz o que quiser da tua vida.
- Por que não?
- Ele é um irmão pra mim, ele e todos os guris. Eles conversam comigo como se eu fosse homem e só eu sei o que eles falam de mulher, Cristiane. O Rafael principalmente... eles são doentes e muito malandros! Pra eles toda mulher é puta, vagabunda... Eu não quero que tu caia na boca desses guris.
- Tu acha que eu me importo com o que eles vão falar?
- É tu que sabe se tu quer se prejudicar...
- ...?
- E o Rafael é muito machista. E tu não tem noção de tudo que ele fez pra Fernanda.
- ...Como o que?
- Ciumento demais, possessivo.
- Ah.
- Ele não é o que tu tá procurando.
- Eu não tô procurando, eu só queria viver um pouco...
- Você pode viver com guri da tua idade e que eu não conheça. Aliás, seria muita sacanagem do Rafael...

Toca o telefone. Mamãe. Eu digo que falo depois sobre a conversa e a Cindia pega o telefone pra dizer que ela é louca em me dar apoio, que estamos conspirando contra ela. Detalhe que eu falei sobre isso com a minha mãe por telefone para pedir se comentava com a Ci ou não, naquele mesmo dia.

Não se toca mais no assunto, ela não fala mais comigo. Antes de dormir, eu vou na cama dela abraçá-la. `Não quero falar sobre isso`.
- Também não precisa ficar assim, eu to te contando uma coisa, te pedindo opinião e eu respeito muito o que tu disse. Pode ficar tranquila, que eu vou esquecer essa história. e por favor me diz que tu não vai ficar brava com o Rafa porque não tem nada a ver isso...
- Eu nem vou falar com ele?
- COMOASSIM?
- Eu nem vejo mais ele.
- Mas tu não tá brava com ele, né?
- Não.
- Ok.

Meu celular toca. Ele me desejando `boa noite`. Meu coração na boca. O que dizer? Tranquilizei-o sobre a situação dele e disse que nao foi nada animadora a conversa. Apaguei em um sono triste.

Honestamente? Eu pensei claramente em pedir justificativas a ele, mas meu... Não é isso que eu quero dele, sabe? O que é meu desejo é conseguir fazer minha irmã aceitar isso. Porque sim, ele pode ser como for, agora eu já fiz a merda de deixar ele entrar na minha vida. Se alguém já leu o livro de The O.C., me permita dizer que [i]ele é meu Pucci[/i], minha válvula de escape para esse mundindo que eu vivo de casa-cursinho, cursinho-casa. Eu precisava de algo novo, de uma aventura que me fizesse sentir viva novamente. Eu simplesmente preciso sair mais, nem que seja até a outra quadra para assistir um jogo do Inter, nem que seja para ir ao cinema. Preciso de uma coisa diferente de tudo o que eu tive até hoje, de uma experiência nova. Eu sei que as chances de acabar em decepção pro meu lado são enormes - ele não vai achar graça por muito tempo em uma pirralha nerd e sem sal, cheia de manias e pudores, mas só pelo fato de ele ter se interessado por mim já é algo que faz bem à minha decadente auto-estima. Vejam bem, ele é um homem feito, um futuro médico, bonito e inteligente. Chovem enfermeiras e mulheres do ASMA (Agarre seu médico agora) em cima dele - e é em mim, a quietinha e tímida protegida da grande amiga dele, que ele tem se interessado. Não me peçam para medir o nível de interesse, eu não sou nem um pouco boa nisso.

E não, eu não me importo com o que ele venha a falar a meia dúzia de garotos que chama de amigos. Eu sei que não sou nada vagabunda e que não sou a menininha inocente a ser corrompida, como minha irmã provavelmente pensa. Para ela, sou altamente manipulável e um brinquedo eficiente nas mãos de alguém que saiba o que fazer... Mas eu não sou essa ingênua. E não me importa que dê certo, eu só não quero que a única coisa que eu possa falar disso no futuro é que me acovardei e deixei de viver uma história por conta disso.

O problema básico é não saber o que fazer para resolver a situação. O que falar pra ela e pra ele, sem que ele pense que estou definitivamente doida por ele, impondo a minha ordem e a minha maneira. Nunca posso deixar um homem de vinte e cinco anos achar que tem domínio sobre mim. Isso sim seria perigoso e irresponsável. Mas como ser sensata quando o seu pote de ouro está ali, a centímetros de sua mão e ao mesmo tempo tão inacessível? Não posso pedir para ele falar com a minha irmã - e correr o risco de abalar a amizade dos dois - e muito menos voltar atrás quando disse que não queria nada escondido. Que alternativa resta, alguém consegue ver a luz no fim desse túnel?
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Location: Passo Fundo
Mood: confused
Music: Pagodim do cara ao lado
 
 
super_crys
22 May 2007 @ 02:29 pm
Hoje a Gabi me disse que tem um blog, sabe, e eu disse que tinha o LJ. Ela disse que vai procurar ele, então, caso ela entre aqui, eu quero deixar claro pra ela que eu quero que ela me convide pra comer a torta deliciosa que ele encomendou, há. [xD] E que é pra ela não se assustar com o conteúdo dessa página, predominantemente escrito no auge da TPM e da carência por atenção. uahauhaa xD

Pensando no que eu iria escrever enquanto minha internet MUUUUUITO rápida não queria abrir nada no LJ, cheguei a conclusão que não sei qual é o motivo mais responsável pela minha ausência aqui: se é a minha preguiça ou...
... a minha preguiça. rs. Talvez seja a minha preguiça, mas então eu penso eu sou uma grande preguiçosa, aliás, esse é o motivo de não ter "16" ali na descrição, nem o teimosa e nem o preguiçosa. >D

Desculpem, eu estou monga mesmo. Minha garganta dói por eu ter cantado Girlfriend até decorar [rs] porque como diz a Fê: ela é tão tosca que chega a ser divertida. xD E minha cabeça dói por ter assistido a três períodos de matemática seguidos hoje de manhã o/

Será que eu sobrevivo a três de Português pra Quinta? ;~

Ah, alguém quer que eu conte o que vai acontecer na Season Finale de Heroes? Em 20 minutos eu vou assistir! *-*
;* procêis.
 
 
Location: Escritório d:
Mood: sick
Music: A da Epson imprimindo, sabe qual é?
 
 
super_crys
10 May 2007 @ 05:59 pm
My new found hero
In the enemy's ditching


[?]
 
 
Mood: curious
Music: Losing Hope - Jack Johnson
 
 
super_crys
02 May 2007 @ 06:25 pm
sharpion_kay: Aconteceu alguma coisa ?
super_cryss: e precisa?
super_cryss: eu sou problemática, você ainda não aprendeu?

;D
 
 
Mood: uncomfortable
 
 
super_crys
30 April 2007 @ 06:48 pm
Sabe, hoje eu estive pensando em muita coisa. Chorei bastante. Passei algum tempo cuidando de mim mesma, de minha aparência. Pensando que nada acontecerá comigo quando eu fizer aniversário além de ter de completar fichas com "16 anos de idade" e ganhar alguma coisa de presente. É isso que a passagem para 15/16 significa para mim. Fútil eu, não? Me digam, qual é a diferença? Eu ainda não sou independente, ainda não tenho idade para fazer nada especial. O que vai mudar? Absolutamente nada. Vou continuar vivendo minha vidinha medíocre, essa vidinha idiota que eu tanto odeio.

Agora, eu vou subir fazer miojo e jantar antes de todo mundo. Porque eu não tô com saco de sentar à mesa, ouvindo mais uma vez meus pais reclamarem de como as coisas estão difíceis, ou falarem sobre a exposição em Água Santa do próximo final de semana, ou da em Sarandi que foi em todo esse e que eles irão trabalhar amanhã também. Eu raramente os tenho em casa nos finais de semana, já estou aceitando com facilidade a ausência deles na minha vida. Durante a semana, é ótimo chegar em casa depois de cinco períodos extremamente irritantes dos quais eu já não tiro proveito algum e ainda ter de lidar bem com o fato de às vezes ter de almoçar a comida já fria sozinha, ou ouvindo-os gritarem - é difícil que conversem, raro, na verdade - durante a refeição e após ela. Ser forçada a lavar aquela louça gordurosa e nojenta que eu detesto é só mais uma parte desse dia. Depois, dormir até as três da tarde, com intervalos de meia em meia hora para abrir a porta do quarto pro gato entrar/sair dele, aliás, ele é quem mais me faz companhia por aqui. Depois, descer e ter de trabalhar um pouco, abrir o yahoo e falar com algumas pessoas, receber visitas da minha mãe pra encher o saco e me mandar ir a algum lugar pra ela. GORDA PREGUIÇOSA! Depois, subir e me isolar na tv da sala, assintindo a PlayTV ou seja lá o que me der na telha. Jantar com eles e fazer os temas imensos da Bernardete pro Felipe, o João e o Nelson copiarem na aula. Deitar uns segundos entre eles pra ouvir minha mãe chamar a menina da novela de vadia, ou qualquer coisa similar.
E domir.
Pra acordar de novo e ter a mesma coisa.

Eu queria mudar. Quebrar esse ciclo vicioso de cama-escola-cama-internet-televisão-cama. Queria sair por aí, comprando um monte de coisas bobas, jogando conversa fora. Mas eu estou tão presa a isso que quando eu vejo, meu dia já se acabou e foi a mesma droga de sempre.


É estranho. A Fê me passou um blog e eu me lembrei de outro, que costumava frequentar e comentar com enfeitados 'eu te amo' no final. Não é emocionante saber que essa pessoa agora carrega subnicks me ofendendo indiretamente, sem querer que eu saiba. Que ela me odeie agora, é tão... Você me entende?

Eu já perdi pessoas demais nessa vida, as quais eu amava profundamente. Meu orgulho é patético. Eu sinto falta de muita coisa, muita coisa que eu deixei para trás ou que me deixou. Eu sinto falta do Fifo, de quando eu não me importava se meu cabelo estava arrumado ou não. E também de quando eu saía muitas tardes para fazer coisas que eu esconderia da minha mãe e de todos com muita facilidade, de quando eu era pateticamente ingênua - nerd e feia também - e não me importava com muito além de aprender tudo que a professora querida ensinava e ajudar direitinho o meu pai. Ah, e assistir desenhos animados na televisão, sonhando em ter suas habilidades fantásticas.


Eu sou só uma garotinha, raramente vista como tal. Eu deveria ter a vida que muita gente pediu a Deus, mas eu não sou como todos pintam e bordam. Eu sou absolutamente normal. Eu não sou linda, foda, genial ou qualquer coisa parecida. Sou apenas uma garotinha, uma nada. Só uma garotinha, só mais uma entre milhões.
 
 
Mood: pensive
Music: All Star - Cassia Eller
 
 
super_crys
26 April 2007 @ 03:58 pm
Uma ironia vindo da senhora irônica.
"Está na hora de você rever seus conceitos, huh?"
Depois de jurar amor eterno, algumas pessoas vêem que os destinatários de tão nobre mensagem talvez não sejam verdadeiramente merecedores.

Mas quem sou eu para falar algo?
Alguém que não tem "um pingo de decencia com pelo menos uma pessoa na face da terra u.u"



Obrigada por existir na janela vizinha, amada falsidade <3
Tags: ,
 
 
Mood: disappointed
Music: The Cardigans - My Favorite Game
 
 
super_crys
11 April 2007 @ 06:04 pm
Porque eu consegui colocar os moods sozinha *-*
Desculpae, eu sou fodona. xD
Eu não me lembro agora o nome de quem fez os moods, mas depois eu procuro e posto, pra dar os créditos. ;D


só queria saber por que eu acho que eu não me fodi o suficiente pra ainda acreditar que isso pode dar certo? ;x
 
 
Location: Tapejara, huh?
Mood: determined
Music: Scrubs Theme Song - I'm no Superman
 
 
super_crys
21 January 2007 @ 06:38 pm
E é a gêmea dela testando aqui >]~
 
 
Mood: creative
Music: Cold - No One
 
 
 
 

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